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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

"E por falar em saudade, onde anda você?"

Boa noite, depois de muito tempo resolvi voltar a postar aqui, então espero que gostem dessa pequena reflexão sobre a saudade, um beijão e até a próxima. 


Final de ano é sempre assim, é um misto de pesares pelas coisas que deixamos de fazer, pelas palavras que deixamos de proferir, gestos que deixamos de constituir e saudade muita saudade de tudo que deixamos para traz para viver e planejar o futuro. Saudade da pessoa amada, dos amigos, família, lugares,  saudades dos momentos alegres vividos. 
Dentre todos meus sentimentos diários a saudade é a que mais se destaca. Sinto saudade o tempo todo, dos temperos, dos gostos, dos cheiros, dos sorrisos, das lágrimas, das caricias, das gargalhadas, enfim de tudo. Sinto a todo momento uma nostalgia sufocante, que no fundo a verdade é que sinto saudade de mim mesma, do que eu já fui um dia, do que eu já passei e que hoje não me permito mais ser e nem a passar pelas mesmas coisas. Mas a todo momento também paro, reflito e concluo que a saudade me conforta, que me traz as repostas que eu não encontro no presente. Infeliz é aquele que não sente saudade.  
                                              

Saudade é solidão acompanhada, 
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
 
Aguinaldo Silva