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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Geração do desapego.

A geração do desapego. 

Vivemos em uma sociedade totalmente conectada virtualmente mas desconectada no real, quase ninguém quer amar ou se  apaixonar. Encaramos o amor como um peso e o sexo como um alívio. Qualquer sinal de sentimento é motivo para fugir, para sumir, sair da vida um do outro. Namorar é para quem é fraco, amar é para quem é covarde. 
Nos vangloriamos por mascarar qualquer pingo de sentimento minimamente verdadeiro que timidamente quase ousou acontecer.  Inventamos justificativas para limparmos a nossa consciência pelos nossos atos errôneos e levianos com terceiros. Não atendemos uma ligação, quando não damos uma resposta, quando não tiramos a outra pessoa do cruel mar das dúvidas e incertezas que banha a costa dos relacionamentos disfuncionais. 
O Facebook funciona como uma agenda de contatos e todos que já se conectaram conosco, mas  agora, são apenas amigos na rede e jamais fora dela. Separamos o sexo do amor e fazemos isso muito bem: “Passa o seu WhatsApp, a gente conversa e marca outro dia”. Tudo bem. O outro dia nunca vem, quem queria que viesse acha chato quando ele chega, cansativo, entediante. O celular é uma lista infinita de "contatinhos", de conversas rasas. 

Temos extrema facilidade em tirar a roupa na frente de alguém, mas entramos em pânico com a possibilidade de despir-se das armaduras sentimentais na frente desse mesmo alguém. Confundimos solteirice e liberdade com falta de caráter e ausência de cuidados. Queremos receber amor mas não estamos nem um pouco dispostos a dar amor. Nós falhamos quando não nos importamos em oferecer tão pouco, em sentir tão pouco e em ser tão pouco. 
Nós falhamos porque somos a geração desapego. Achamos que estamos nos desapegando dos outros, quando na verdade estamos nos desapegando cada vez mais é de nós mesmos. O apego que me refiro neste contexto não é só sobre o desejo entre duas pessoas, mas a demonstração de sentimentos  até mesmo com nossos familires e amigos. Damos mais atenção as redes virtuais que as nossas conexões reais.  
 Amor-próprio não tem a ver com se amar mais do que amar o outro, mas é apender uma maneira de se envolver com o outro sem que precise deixar de amar-se. São coisas diferentes. Precisamos de pessoas  isso não tem a ver somente com necessidade emocionais, físicas e sexuais. Não podemos usar as pessoas como se elas fossem consumíveis, precisamos levar a sério os seus sentimentos. 
Você precisa saber que não se basta, se a solidão fosse posição confortável não haveria mais humanidade. Só encontramos nas relações, mesmo as mais banais a possibilidade de ser gente de verdade é só no contato profundo com alguém que podemos encontrar descanso. Desconfio de pessoas que se intitulem não precisar de um bom amor longo duradouro e profundo, que esteja satisfeito em ser como um beija-flor que se alimenta e jamais saberemos se ele vai voltar, pois tudo que acontece na nossa vida é incerto nossa única certeza ainda é o sentimento que podemos vir sentir por alguém.  
                                                         Eliége Gomes 


Hello gente volteiii aqui especialmente para postar o texto opinativo que fiz para uma das minhas cadeiras de jornalismo, espero que gostem e reflitam bastante sobre esse assunto. Beijão e até o próximo post, me acompanhem nas redes sociais e se inscrevam lá no youtube que logo logo tem 
vídeo novo. 

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